Após o teste do primeiro modelo de headsets que a Ozone lançou, e estamos a falar dos Ozone Oxid, ficou sempre a curiosidade de ver como seria o modelo seguinte, mais cuidado, com características superiores e tendo como alvo um mercado onde os preços são mais altos e a concorrência tem boa qualidade. O primeiro impacto que os Ozone Strato causaram foi agradável. O design é apelativo e a sensação que se obtém ao toque leva-nos a pensar que testar este headset poderá ser uma experiência interessante.
E de facto assim foi. Bastante diferente em termos de qualidade do modelo anterior, e também de preço embora este seja um headset que tem uma relação custo/qualidade bastante boa, tanto na parte de jogo efectivo como também na audição de música, a resposta dada foi acima das expectativas.
Os Ozone Strato encaixam bem na cabeça e o som exterior é logo imediatamente abafado, embora não na totalidade, não sendo o seu peso motivo para desagrado quando se movimenta a cabeça. O comando que existe a meio do fio é de simples utilização e o microfone flexível, permitindo assim um melhor ajuste do utilizador. Apenas ligando o cabo à porta USB e mesmo sem instalar o software que a embalagem do headset traz, fomos imediatamente jogar Counter-Strike Source e a primeira sensação de respeito por este modelo da Ozone foi imediata. Mesmo sem a configuração para o 5.1 surround sound que o software proporciona, a distribuição espacial é óptima e o som dos tiros, explosões e passos perfeitamente perceptível. Fica a impressão que os agudos não serão o seu ponto forte, mas por outro lado os graves causam impacto e são talvez o mais importante para se jogar. Na audição de música, verifica-se que sem a instalação do software, os agudos são talvez a pior parte do som proporcionado pelos Strato. Mas foi então que instalamos o software e o cenário alterou-se.
Efectivamente o software permite-nos escolher o modo de funcionamento e para a audição de música, o som altera-se completamente quando optamos pelo 5.1 surround sound e regulamos a equalização segundo as nossas preferências pessoais. O detalhe da música é bom, a batida também e não é um som cansativo que nos faz repousar os ouvidos depois de estarmos meia hora a ouvir música. De facto este modelo faz jus às características apresentadas e foi uma agradável surpresa, depois da quase desilusão quando os utilizamos sem software na audição de música, após o bom desempenho em jogo. Curiosamente ou talvez não, é preferível utilizar-se o headset em jogo com o 5.1 surround sound desligado, exactamente ao contrário do que acontece para a audição de música. Ou seja, para se jogar basta conectar-se o cabo à porta USB e siga, enquanto para se ouvir música convenientemente deve-se instalar o software e ajustar as opções.
Sendo um headset não muito caro, a relação preço/qualidade é muito boa e são certamente uma das melhores opções que os utilizadores deste tipo de material têm para esta gama de preço, gama essa que não implica abrir muito os cordões à bolsa. Com bom som, distribuição espacial e sensibilidade interessantes em jogo, os Strato são o melhor modelo da Ozone e embora sejam mais caros que os seus antecessores, a diferença vale bem a pena.
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